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domingo, 18 de abril de 2010

Jovens sem futuro

por António Gaspar, Professor Universitário e Consultor

A qualidade do futuro de qualquer país, está na forma como no presente os seus jovens são tratados. Muito se tem falado na crise e nos seus efeitos nefastos sobre o emprego, mas gostaria de sublinhar, e para o caso português em particular, que a vergonha que se vive no mercado de trabalho vem já de muito longe. É perfeitamente legítimo que uma família, faça sacrifícios e aposte na formação e qualificação profissional dos seus descendentes, proporcionando-lhes ferramentas adequadas para uma vez no mercado de trabalho, poderem atingir um grau de desempenho sempre crescente, beneficiando com a sua produtividade a empresa para a qual trabalham e num segundo fôlego, a sua ascensão profissional. Mas afinal o que é que tem acontecido? Temos jovens licenciados desempregados, que segundo as últimas estatísticas chegarão aos 40.000 e com tendência para o crescimento. Numa segunda linha, e porque tiveram "mais sorte" temos um regimento de jovens a receber entre os 600 e os 750 euros! E depois, teremos certamente uma parte infinitesimal, que terão uma profissão que lhe retribui decentemente a forma como aportam as suas competências. Relativamente à geração dos "600" ou dos "700" ou do ‘outsourcing', é interessante observar que as empresas que contratam o preferem fazer aos ‘outsourcings' pagando, em média, quase o dobro, que estas pagam os jovens. Não me refiro de forma negativa ao negócio do ‘outsourcing', pois se existe é porque o mercado assim o determina e estas empresas aproveitam aquilo que o mercado quer. A minha visão crítica vai para as empresas que recorrem a estes ‘outsourcings': Pois se no sentido contrário, fizessem contratos directos com os jovens, com direito a férias efectivamente gozadas, subsídios de Natal e de férias, por natureza as empresas ditas de trabalho temporário nem sequer existiam, porque não registariam qualquer procura dirigida.Ao tomar esta atitude, as empresas estão a dizer de forma clara aos jovens que não têm futuro em Portugal. Qual é o jovem que com 600 ou 700 euros pode ter a "veleidade" de constituir família, de comprar uma casa ou de assumir outros compromissos normais para a sua idade? Mas a baixíssima remuneração não será tudo. Os jovens vivem permanentemente com a "espada de Demócles" sobre as suas cabeças, que é como quem diz, de uma quinzena para outra podem ver esses míseros 600 euros extinguirem-se. É este o Portugal que querem para os jovens? Portugal não tem futuro para os jovens, como o não tinha já há 5 anos e como o não terá na próxima década, se a situação não se alterar de forma radical. Eu sei que estas situações não se alteram por decreto. Alteram-se por um novo sentido de cidadania, ético e responsabilidade. E quanto mais tarde esta alteração tiver lugar, mais pobre vai ficando o nosso país. Um país em que a sua juventude não tenha oportunidades nem gosto em viver, é um país condenado. Condenado pelas elites empresariais que não souberam tratar com respeito os seus jovens, porque um salário de 600 euros com uma total precariedade à sua volta, é uma ofensa grave para os jovens filhos de uma nação. A todos esses jovens, manifesto o meu mais profundo sentido de solidariedade e faço um apelo: se o vosso país os não merece, que partam para outro local onde as vossas competências e empenho, tenham um tratamento adequado e em linha com o que merecem.


Não pude deixar de partilhar... :(

domingo, 11 de abril de 2010

Pensamento do momento...

Eu devo ser mesmo muito ingrata.
Há muito tempo que não ligo patavina ao blogue que de uma forma ou de outra, tanto contribuiu para a minha "mudança"... (sim, sinto que houve coisas que mudaram, e bastante, em mim).
Mas sei que não é ainda o momento de voltar ao local que me ajudou a crescer.

É agora a minha altura de VIVER. Não de pensar, nem de escrever sobre o assunto!*

Até breve :)

*espero não me enganar e não vir já cá amanhã, escrever um texto bem longo, eheheh É que isto de prever o futuro, pode não dar bom resultado!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"nascemos para viver, não para nos prepararmos para a vida"


- frase encontrada numa revista e também neste blogue.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

The doors...



Quando agora vim trabalhar para Lisboa, fiquei a viver com uma amiga, blogosférica e agora bem real, que teve a gentileza de me abrir as portas da sua casa. Nunca será demais agradecer-lhe por isso!

A mudança foi feita e ficou tudo nos conformes.

Como é natural, comecei a fazer a minha vida, e saí da casa nova para tratar de uns assuntos. Quando regresso e tento eu abrir a porta pela primeira vez, não consigo! A chave parece que não funcionava, ou era mesmo eu que não lhe estava a dar o jeito certo. Isto fez-me lembrar no meu "trauma" em abrir portas que não conheço, precisamente porque não consigo dar o jeito correcto à chave e, como em tudo, também há portas com manias. Gosto sempre de experimentar abrir as portas primeiro, com alguém que as saiba abrir por perto, para me ensinar caso eu não consiga. Neste caso concreto, esqueci-me de ensaiar previamente, e não havia modo de conseguir abrir a porta, porque chegava a um determinado ponto e a chave não rodava mais.

Pronto, pensei eu. É sempre a mesma coisa. E agora? O que é que eu faço. Até aposto que é azelhice minha. Não vou incomodar ninguém por causa disto. Prefiro esperar... que vergonha :S

Entretanto passa uma vizinha do prédio e começámos a falar, até que ela lá tentou abrir a porta, mas sem grande fé, porque eu também não tinha conseguido, mas nisto faz-se click e, como por magia, a porta abriu!
Depois, lá tentei eu abrir e o grande segredo era, nem mais nem menos, que fazer mais força com a chave! Força que eu não tinha feito, com receio de a partir.

Isto fez-me pensar em quantas portas da vida eu não abri, por medo de partir alguma coisa...
Por vezes,se calhar basta ser mais insistente, fazer mais força, porque nem tudo é assim tão frágil como poderemos pensar...
Será que as portas da vida que realmente interessam se abrem mais facilmente que as outras? Ou será necessário abrir portas ao pontapé?

Acredito que em muitas delas, será importante conhecer os seus segredos e as suas manias. Noutras, ser sabedor da palavra-passe... Outros casos em que o melhor será tocar à campainha (especialmente se a casa não for nossa, eheheh)
Ou então, não perder a chave...

Bem, de uma coisa tenho a certeza: é necessário saber abrir portas sozinha!

Sejam elas quais forem!

imagem daqui

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Jogo da vida




O tema deste post já está pensado, curiosamente, antes mesmo de ter um blogue. Ou seja, há mais de um ano. Nunca me saiu da cabeça e hoje, penso que é o dia ideal para o escrever.

Há mais de um ano, nas minhas férias de então, levei um jogo de xadrez. Passei grande parte das férias a jogar e parecia viciante. Curiosamente, dessa vez usei uma estratégia diferente do que costumava fazer: ao invés de jogar à defesa (criando uma linha de defesa com os peões e avançando as peças de menor "poder" no jogo, guardando as mais poderosas, como a rainha - que se se perdesse, faria muita falta - para o fim) comecei logo a jogar ao ataque (avançando com a rainha, intimidando o adversário e avançando depois com as outra peças, estabelecendo uma estratégia mais ofensiva). O resultado foi bastante satisfatório, porque levou à vitória do jogo na marioria das vezes! E mesmo mudando de adversário, houve maior dificuldade em vencer-me...

Para quê guardar a peça de maior poder para o fim, com o simples receio de a vir a perder... e, no fundo, não a usar na mesma?

Isto fez-me pensar nas atitudes perante a vida... É tão simples como isto: quem não arrisca não petisca. Ou petisca muito menos... Maiores serão as probabilidades de vencer, quanto maior for também o risco. Resta agora saber onde arriscar, como arriscar, qual o valor desse risco... para ter também algum equilíbrio e não arriscar desnecessariamente.

No fundo, para quê guardar a melhor peça para o fim, quando assim, nem saberemos se chegaremos mesmo ao fim para a usar?

E se perdermos? Não se poderá começar um novo jogo, com uma nova estratégia, e com os ensinamentos da experiência adquirida no(s) jogo(s) anterior(es)?

Vou tentar. Estou a tentar!!!

imagem daqui

segunda-feira, 8 de junho de 2009

...
















Dá que pensar, não dá?

(recebido por e-mail)

sábado, 6 de junho de 2009

Certamente...

EDUARDO PRADO COELHO - IN PÚBLICO

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como
Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
O que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que
foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria-prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre
valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais
apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos
demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão
ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos
passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,
DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras
particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,
como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo
o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para
eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque
conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda
a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país:

- Onde a falta de pontualidade é um hábito;

- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.

- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo
nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.

- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem
que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória
política, histórica nem económica.

- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar
projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe
média e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas
podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame.

- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma
criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto
a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.

- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.

- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a
criticar os nossos governantes.

- Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,
melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um
guarda de trânsito para não ser multado.

- Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como
português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que
confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta
muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.

Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa
desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se
converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade
humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é
real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,
ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.

Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o
suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima
defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas
enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar
primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve
Sócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a
força e por meio do terror?

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a
surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os
lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente
estancados....igualmente abusados!

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone
começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento
como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam
um Messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada
poderá fazer.

Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,
francamente, tolerantes com o fracasso.

É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o
responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)
que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de
desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Constatação VII

Se uma coisa/situação/atitude nos parece estranha, mesmo muito estranha e não nos faz sentido nenhum, há fortes probabilidades de não ser verdade a interpretação que dela estamos a fazer...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Frase do dia

"Não chores porque acabou, sorri porque aconteceu"...

Ao ler esta frase, verifiquei que me faz muito sentido e que, no fundo, reflete o modo como quero viver a minha vida. Parece mais simples de dizer do que de concretizar, mas pode-se sempre tentar.

Basicamente, se às pessoas, às pequenas coisas e aos bons momentos que vão fazendo o nosso dia-a-dia e de certo modo vão marcando a nossa vida atribuirmos um valor, um sentido... Mesmo que acabem de repente (e com alguma amargura), saberemos que houve algum motivo para terem acontecido. Quanto mais não seja, algum ensinamento, algum bem-estar, alguma boa-recordação, algo que nos tenha feito crescer...

Estar ciente que foi possível terem acontecido! E acreditar que, durante todo o tempo que aconteceu, algo foi, de facto, verdadeiro.
O sentimento de perda pode ser grande, mas se for comparado à riqueza que foi poder ter partilhado e vivido bons e especiais momentos, sentiremos que algo não se poderá apagar do livro da vida. Nem do nosso, nem certamente do da outra pessoa.

Porque a perda é inevitável, mais tarde ou mais cedo, por uns motivos ou por outros, há que dar valor ao que ficou...

...enquanto durou...

E seremos capazes de fazer com que volte a acontecer!

(espero bem que sim...)


imagem daqui

domingo, 19 de abril de 2009

Semear...

Importante é semear...
Semeia, semeia...
O importante é semear
- um pouco, muito, tudo -
as sementes da esperança.
Semeia o teu sorriso
para que, à tua volta,
ele possa resplandecer.
Semeia as tuas energias
para que as batalhas da vida
possam ser enfrentadas.
Semeia a tua coragem
para que a dos outros se regenere.
Semeia o teu entusiasmo, a tua fé
e o teu amor.
Semeia as coisas mais insignificantes,
os pequenos nadas.
Semeia e tem confiança:
- cada semente enriquecerá
um pequeno ponto da terra.


anónimo

Excerto retirado de Lecroq, Dominique - O Fantástico Mundo dos Chacras, Pergaminho.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Equilíbrio emocional

"O nosso equilíbrio emocional não deve nunca ser colocado em alguém ou em algo que possa desaparecer da nossa vida. Essa atitude faria com que vivêssemos permanentemente numa corda banba, no limbo."

in Jornal Metro, previsão astrológica de Sagitário, de 29 Janeiro 2008

Sobre previsões astrológicas, apenas as leio num local. Não quer dizer que as siga, por vezes até acabo por me esquecer do que li, mas leio-as por curiosidade e porque as palavras da Vera Xavier acabam por me fazer pensar sempre um bocadinho durante uns tempos... E, como tudo, há palavras que fazem pensar mais que outras...

Foi o caso das palavras transcritas acima. Não é nada que eu não tenha reflectido já... Mas isto também me faz pensar até que ponto conseguiremos ser seres auto-suficientes... (Isto até parece linguagem sobre recursos energéticos. Conseguiremos alguma vez ser auto-suficientes ao nível energético... Hum... parece-me difícil, mas isto é outra história, e não menos importante... Mas, voltando à ideia principal...) Eu entendo o que a frase poderá querer dizer: quanto menor o apego, menor o sofrimento. Mas será que dessa forma se consegue viver a felicidade? Faz-me lembrar o evitar de uma total entrega, pelo receio do final dessa felicidade e do que, inevitavelmente, se poderá seguir - sofrimento.
Ao ter uma vida mais "regrada" emocionalmente será que se consegue de facto um equilíbrio? Será que no final se poderá dizer que se viveu? Será a vida feita para viver em equilíbrio? Não fará falta mais do que isso? Algo que nos faça sentir realmente vivos? Serão as situações que nos fazem sentir vivos necessariamente associadas aos extremos - muito boas... ou muito más?... Neste sentido, até que ponto se deve dar voz aos sentimentos? Até que ponto se deve sentir o ideal de vida que se escolheu? O sentido da vida?
Conseguiremos ser seres completos e auto-suficientes ao ponto de conseguirmos, com a nossa própria energia, captada do exterior e de nós mesmos, um equilíbrio?

Idealmente seria possível... Na prática parece-me uma realidade distante, ou apenas ao alcance de alguns seres... raros... muito raros, que nem sei se seriam realmente humanos...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Altruismo ou curiosidade?

Por algum motivo, mesmo tendo tido pouco tempo para escrever no blogue nestes dias, eu tenho sempre feito a ronda aos blogues que sigo... E depois o meu fica a ver navios!...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Chorar...


... é o que acontece, quando a Alma passa ao estado líquido!

Este post foi inspirado no post da Mimanora! E, instintivamente, apeteceu-me dar-lhe um abraço! :)
imagem recolhida daqui

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Frutos do subconsciente...

Genialmente, ou não, o meu subconsciente definiu-me a 100% esta madrugada, quando me veio à cabeça a seguinte lógica:

Eu tenho o coração no sítio da cabeça, e a cabeça no lugar do coração!

Não é genial? O mais certo é pensarem que eu endoideci (mais um bocadinho), mas a verdade é que, conhecendo-me como me conheço, acho que nada me define melhor, seja isto bom, ou mau!

Agora, o que não sei, é se será defeito ou feitio...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Há coisas assim...

... que me fazem "derreter" o coração. Ou quase!...

Digam lá que não é lindo quando os "meninos" vão comprar um miminho para uma amiga/namorada/colega especial. Sabem... aquela que andam a querer fisgar.
De vez em quando lá aparece um desses na loja. Dá bem para topar se eles estão caidinhos ou não! E então, quando me pedem ajuda ou algum conselho e eu consigo acertar na "mouche". Então aí fico toda contente... Fico a pensar nas "sortudas"! Mas fico contente pelo cliente sair satisfeito e por, de alguma forma, ter contribuído para aquele momento mais íntimo e fofinho da vida de duas pessoas...

Enfim! No fundo, é muito bom saber que acontece!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Coisas que me apeteceu escrever...

Há uns dias li um post que perguntava precisamente qual a prenda que cada um gostaria de dar a si neste Natal... Fiquei a pensar no assunto. Estas perguntas relacionadas com sonhos, desejos, coisas para mim, deixam-me sempre a pensar.

Na realidade, materialmente falando, não preciso propriamente de nada . Tenho tudo o que me faz falta, sendo que, na realidade não é preciso muito para estar bem!

Na verdade até posso gostar muito de uma coisa, mas se não pensar muito nisso, também se vai a vontade e na realidade verifico que essa coisa não me fez falta nenhuma.

Claro que há coisas que me fascinam. Quando vou a lojas, que não é muito frequente, porque não tenho grande paciência (bem me basta trabalhar numa), são os artigos que chamam por mim, e não o contrário! Ainda há dias saí para comprar uns sapatos, porque precisava... Cheguei a casa com dois casacos e uma camisola! Pois, não houve sapatos a chamar por mim... (também porque dos sapatos do meu agrado não existia o meu número!)

Também adoro livros! Não que leia muito, mas leio o que posso! E quando posso vou a uma livraria ver as novidades! Nos hipermercados, a minha secção preferida é a dos livros! E acho que gostaria mesmo muito de trabalhar numa livraria ou numa biblioteca! Quem sabe, um dia!

Se alguém me quiser dar uma prenda, sugiro: cheques-prenda para comprar livros!

Um livro transporta-nos. Ensina-nos. Mostra-nos outras realidades/fantasias! E gosto, quando vejo um livro que já tenha lido, de saber o que ele esconde! Sentimo-nos mais ricos!

No fundo, penso que é dessa riqueza que eu preciso. É essa riqueza que eu quero. A riqueza do sentir e das experiências, feitas não só de livros, mas também de pessoas. Tudo o mais é relativo. Tudo o mais passa.

E agora deixo partes de um pequeno texto que uma pessoa especial e próxima me escreveu, já há uns anos. Há uns dias voltei a lê-lo, quase por acaso, e fez-me muito sentido. Acho que vai de encontro ao que me falta perceber e no fundo ao que eu quero oferecer a mim mesma:

... sonhos. (...) eles são o que nos impulsiona a ir mais além; (...) que nos lembra que há sempre mais a fazer, a aprender, a amar, a dar, e a exigir de nós próprios. São metas que procuramos atingir na perfeição...
Mas como não somos perfeitos, todo o nosso melhor basta para sentir que houve plenitude, se nos soubermos aceitar.
Corremos para os alcançar... Mas quando chegamos lá é necessária sabedoria para parar e gozar o momento presente. Só assim eles fazem sentido. Só assim vale a pena sonhar com maravilhas que preenchem o nosso ser. (...)

Eu gostava de ter a sabedoria e a calma para usufruir os momentos em plenitude. Mas se calhar ainda é cedo para ter essa sabedoria que só se vai adquirindo com o tempo, com os anos de vida... Com os anos de Vida vivida.

O texto termina com:

Um desejo, um sonho: que a cada dia a tua vida seja o que tu sonhares para ela. Acredita que será o que de mais valioso haverá num futuro.

E é o que desejo também a cada um que ler estas palavras.

Declaro assim aberta a minha Época Natalícia!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

...

[...] Ao ouvir a minha resposta, ela sorriu para mim divertida e pacientemente, como costumava fazer antes de morrer. - Oh, Garrett - disse ela por fim, tocando-me ternamente no rosto -, quem é que pensas que lhe levou a garrafa? [...]

in As Palavras Que Nunca Te Direi, Nicholas Sparks

domingo, 19 de outubro de 2008

Ensinamentos para a vida!

Não há perguntas estúpidas. O que pode haver são respostas estúpidas!*


Eis o meu lema!
E agradeço imenso ao professor de faculdade que disse isto! Nunca me esqueci e é o que me vale quando, digamos, a minha capacidade de compreensão anda lenta. O que acontece raramente :) Mas nunca se sabe, pelo sim, pelo não...

* Isto relativamente à inibição de pedir esclarecimentos nas aulas! Porque se estivermos a falar de respostas em exames... nesses casos a estupidez pode ser mais evidente, quer nas perguntas, quer nas respostas. Mas, cada caso é um caso! :P

Era suposto hoje vir cá escrever outra coisa mas, digamos que os pensamentos andam a marinar...
Quando estiverem prontos, sairá outra fornada de ideias simplesmente geniais (e alternativas)
:P

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Pensamento #2 (cont.)

No seguimento de um post anterior...

"Sem ter defesas, que me façam falhar..."
Mafalda Veiga
É irónico, como as defesas nos podem fazer falhar tanto.
Ou pensar que se falha.
Não garanto, nem nunca saberei se o modo como reajo a determinadas situações tão banais do dia-a-dia é, de facto, determinante para a minha situação actual. Mas acredito que sim, poderá ser. O ser "certinha", mesmo sem querer. O sentir-me "presa" a mim. E, inevitavelmente, à ideia pré concebida de que é pouco provável. O medo de responsabilidades? De desilusões? E ao mesmo tempo, o pânico ao imaginar que nunca será.
Tudo defesas... que não ajudam. E que tão bem fazem errar...
Porque se pode querer muito uma coisa mas, ao mesmo tempo, tudo o que se faz, induzir o contrário.
Mas no fundo eu sei que a resposta está mesmo em mim. Cá dentro.
E de acordo com o que já referi anteriormente, só quando uma pessoa se sente bem consigo, só aí se sente merecedora da estima dos outros, e anseia, finalmente, por voos mais altos.
Só nessa altura, se poderá tirar o "nevoeiro" dos olhos e ver os olhos dos outros. O que é belo e bonito e, quem sabe, tenhamos o privilégio de um dia vir a conhecer.

Contradições...

Posso estar muito enganada, porque afinal de contas, não percebo muito destas coisas, e estou aqui para aprender, mas uma coisa parece-me certa:

O modo como um homem termina uma relação, parece-me ser uma das provas fundamentais se será ou não a pessoa ideal.

Contraditório, não? No entanto, parece-me que será dessa forma que se avalia conscientemente se se está, ou não, perante uma pessoa com determinados valores, que na minha opinião são muito importantes.

Eu baseei-me neste post. De facto são mesmo tangas e até me fazem impressão, mas revelam muito da pessoa que as diz, e se calhar não devem ser levadas a sério. Mas também acho que há coisas com que não se deve brincar.

Se quiserem dar a vossa opinião! Força nisso!
Pode haver coisas que eu não esteja realmente a ver!