Há uns dias li um
post que perguntava precisamente qual a prenda que cada um gostaria de dar a si neste Natal... Fiquei a pensar no assunto. Estas perguntas relacionadas com sonhos, desejos, coisas para mim, deixam-me sempre a pensar.
Na realidade, materialmente falando, não preciso propriamente de nada . Tenho tudo o que me faz falta, sendo que, na realidade não é preciso muito para estar bem!
Na verdade até posso gostar muito de uma coisa, mas se não pensar muito nisso, também se vai a vontade e na realidade verifico que essa coisa não me fez falta nenhuma.
Claro que há coisas que me fascinam. Quando vou a lojas, que não é muito frequente, porque não tenho grande paciência (bem me basta trabalhar numa), são os artigos que chamam por mim, e não o contrário! Ainda há dias saí para comprar uns sapatos, porque precisava... Cheguei a casa com dois casacos e uma camisola! Pois, não houve sapatos a chamar por mim... (também porque dos sapatos do meu agrado não existia o meu número!)
Também adoro livros! Não que leia muito, mas leio o que posso! E quando posso vou a uma livraria ver as novidades! Nos hipermercados, a minha secção preferida é a dos livros! E acho que gostaria mesmo muito de trabalhar numa livraria ou numa biblioteca! Quem sabe, um dia!
Se alguém me quiser dar uma prenda, sugiro: cheques-prenda para comprar livros!Um livro transporta-nos. Ensina-nos. Mostra-nos outras realidades/fantasias! E gosto, quando vejo um livro que já tenha lido, de saber o que ele esconde! Sentimo-nos mais ricos!
No fundo, penso que é dessa riqueza que eu preciso. É essa riqueza que eu quero. A riqueza do sentir e das experiências, feitas não só de livros, mas também de pessoas. Tudo o mais é relativo. Tudo o mais passa.
E agora deixo partes de um pequeno texto que uma pessoa especial e próxima me escreveu, já há uns anos. Há uns dias voltei a lê-lo, quase por acaso, e fez-me muito sentido. Acho que vai de encontro ao que me falta perceber e no fundo ao que eu quero oferecer a mim mesma:
... sonhos. (...) eles são o que nos impulsiona a ir mais além; (...) que nos lembra que há sempre mais a fazer, a aprender, a amar, a dar, e a exigir de nós próprios. São metas que procuramos atingir na perfeição...Mas como não somos perfeitos, todo o nosso melhor basta para sentir que houve plenitude, se nos soubermos aceitar.Corremos para os alcançar... Mas quando chegamos lá é necessária sabedoria para parar e gozar o momento presente. Só assim eles fazem sentido. Só assim vale a pena sonhar com maravilhas que preenchem o nosso ser. (...)Eu gostava de ter a sabedoria e a calma para usufruir os momentos em plenitude. Mas se calhar ainda é cedo para ter essa sabedoria que só se vai adquirindo com o tempo, com os anos de vida... Com os anos de
Vida vivida.
O texto termina com:
Um desejo, um sonho: que a cada dia a tua vida seja o que tu sonhares para ela. Acredita que será o que de mais valioso haverá num futuro.E é o que desejo também a cada um que ler estas palavras.
Declaro assim aberta a minha Época Natalícia!